• LABARÊMU (PRÉMIO)

     

    Ultrapassados os escolhos que dificultavam o entendimento das partes desavindas envolvidas na crise engendrada com a demissão do primeiro governo da legislatura ora prorrogada, assiste-se a acertos aqui protagonizados pelos Partidos com assento parlamentar aqui e ali no quadro da distribuição e preenchimento de CARGOS DE RESPONSABILIDADE na administração pública.

    Tirando a escolha dos pouquíssimos BONS, como se fazem as nomeações?

    Que critérios são usados?

    Quem são os escolhidos?

    Muitas questões e, obviamente, muitas respostas para cada uma delas.

    Se por um lado a questão da confiança política é peremptória, sobrepondo-se, por isso, em qualquer das formações políticas, à competência, valência técnica, ou qualquer grau académico ou outro afim, por outro lado, o mérito, ou melhor, o passaporte para a ascensão a funções de CHEFIA, de qualquer escolhido depende da forma como este se envolveu ou serviu durante os conturbados momentos que marcaram a crise política e institucional que abafou o país, gerou discórdias a todos os níveis, desacelerou todos os sectores da vida nacional ao longo de três anos. É a regra introduzida a algum tempo, aceite de bom e de mau grado por todos (dependendo do ângulo do prisma em que se observa o fenómeno), que se tornou moeda corrente na arena política.

    Quem bate o peito, quem expõe a garganta nas “horas quentes” tem direito ao merecido prémio «chorudo». Das consequências da eventual má prestação dos ineptos que caem de paraquedas em postos que exigem conhecimentos especializados ninguém fala em nome da PAZ e da ESTABILIDADE.

    Nesta etapa em que todas as baterias estão viradas para a preparação das eleições legislativas, certamente as expertises em áreas do saber não são chamadas; no cenário político o que interessa é gente com capacidade de formar claques capazes de arrastar as massas e de influenciar a opinião pública nem sempre com respeito aos parâmetros legais. Interessa a vitória; o sucesso. O que está acima de tudo e de todos são os resultados que possam garantir a vitória eleitoral, o prenúncio de dias auspiciosos durante a legislatura. O resto… QUE SE LIXE!

    Assim vai a Guiné-Bissau.

     

    Humberto Monteiro

  • AS FINANÇAS PÚBLICAS: Problemas e Soluções (2)

    O pagamento do salário, na Guiné-Bissau, constitui um das questões que afectam consideravelmente o funcionamento normal das instituições do país e, consequentemente, contribui para a sua fragilização, originando distorções e injustiças gritantes na sua Administração Pública. A título ilustrativo, verifica-se que o salário auferido por um servente é pago 60 vezes pelo mais alto [...]

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    QUE SAÍDAS PARA A POLÍTICA INTERNA E EXTERNA DA GUINÉ-BISSAU?

      A recente visita do soberano marroquino ao país, Rei Mohamed VI, induziu-me a esboçar uma pequena reflexão sobre a diplomacia, área em que para além da minha formação, possuo como background mais de 30 anos de experiência efectiva, passados no desempenho de várias funções tanto ao nível do país, como no estrangeiro. No momento em que estão ser dados os primeiros passos no [...]

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    "OS SOLIDÁRIOS"

    3 octobre 2017 | Reflexão
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    A chefe nenhum falta solidariedade. Por esta qualidade ser parilhada, os que a partilham são solidários, ou seja, pessoas entre as quais há responsabilidade recíproca e que por isso agem de forma mancomunada. Mais que em qualquer outra esfera de actividade humana, é na política que este fenómeno é observável. Por conseguinte, ter qualquer chefe político, por único responsável duma [...]

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    Minino di nha Terra

    27 janvier 2016 | Cultura
    Minino di nha Terra

    Minino di nha Terra Lundjo ma perto santado ma sin pressa gritos sunhos misti bidá bardade má ‘sperança cu confianca nó cumpanher minino ku na lanta ka bu dissa é robau mass kil ky di bó, bu liberdade dirito di vive na bu terra sin sinti kumá abó y di kintal sin cunsi trato de mufino Minino di nha terra É terra y ká kintal di nin Presidente y ká bulanha di políticos[...]

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    QUEM VAI FAZER GUERRA NA GUINÉ?

    A crise em que o país está mergulhado há mais de um ano, pelos vistos, está a criar imagens virtuais que provocam ilusões ópticas em muita gente. Surgem profetas de mau agouro pressagiando devir próximo de um holocausto no país numa altura em que, acima de tudo, precisa-se de entendimento, paz e estabilidade. Não falam de mortos mas os subentendidos terríficos dos discursos que [...]

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    A INVENCIBILIDADE DO CABRALISMO

    A primeira Republica apontou como desígnio da sociedade guineense a RECONSTRUÇÃO NACIONAL. Nada mais justo e coerente com o facto de que a proclamação do Estado, para lá do seu significado Jurídico-político, é o reassumir formal e integral da condução do nosso destino. Isso faz do organizarmo-nos em Estado ou construir o nosso Estado, tarefa central, vital, para o avanço e [...]

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    O PAIGC PADECE DE AMNÉSIA?

    A Guiné-Bissau aspira uma vida simples e segura, uma governação baseada no pragmatismo, porque o contexto político e social da nossa Pátria amada se encontra muito complicado o que mergulhando os cidadãos num desespero difícil de descrever. A classe política em si, não constitui um povo. É ele que ordena e coordena o quadro governativo, que proporciona o bom convívio entre o povo e o[...]

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    “Toka-Toka”: servindo o povo entre elogios dificuldades e depreciações

    TOKA-TOKA é o transporte urbano mais usado de Bissau, mais barato, mas também o mais agitado. Começa a circular às 06 horas e só pára entre às 21 e 22 horas, das periferias ao centro da cidade. Todos passam pelo maior centro comercial do país, o Mercado Municipal de Bandim, onde se vende de tudo para todos os gostos e necessidades, e, em função de qualquer situação financeira. [...]

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    A Plataforma das Organizações da Sociedade Civil para Democracia Cidadania e Direitos Humanos (POSCDCDH) afirmou, hoje em conferência de imprensa que, é urgentíssimo a formação de um Governo constitucional, a fim de desbloquear o país e continuar efetuar esforços para o seu desenvolvimento. Caso contrário, diz a organização, o atraso na sua formação pode comprometer a abertura do [...]

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    A distribuição das viaturas oferecidas pelo Reino de Marrocos, que foram distribuídas aos Senhores Digníssimos Deputados da Nação sob a batuta do Presidente da República NÃO FOI PACÍFICA. O critério da distribuição (conforme opiniões expressas publicamente) lesou uns e beneficiou outros, quando devia ser igualitária ou em função do arbítrio das formações políticas com assento [...]

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