• A QUEDA DO GOVERNO NÃO É NOVO E NÃO PASSA DO “DÉJÀ-VU”

    13 août 2015 | Reflexão | Admin
  • O gesto de demissão do Governo bissau-guineense, procedido ontem (12.08,2015) pela S Ex. Sr. Presidente da República da Guiné-Bissau é mau, uma loucura! 

    Mas enfim, ele não é novo e não passa do “déjà-vu” dos últimos 21 anos da instituição e “exercício” da nossademocracia pluralista, multipartidária e parlamentar. As 1aseleições de 1994 constituiram o pontapé de saída. 

    Desde então, nenhum Primeiro-Ministro e o Governo constituido, emergidos das eleições conseguiu chegar ao fim do seu mandato. Mas também nenhum Presidente eleito e outro grande “Matcho” conseguiu sobreviver politcamente o periodo do seu mandato. Benefício para ninguém!

    A LIÇÃO DE TUDO? O desafio para a elite governante não são as demissões, dissoluções, remodelações (por razões meramente mesquinhas), assassinatos políticos, golpes/contra-golpes militares, agressões físicas politicamente motivadas, jogadas e intrigas políticas e tudo mais. Não!

    O desafio é conseguir criar a estabilidade e salvar um ou outro mandato seja qual for as dificuldades da caminhada. Sem mancha por quaisquer um ou outro destes actos antes nomeados. 

    Então, assim sendo, a grande interrogação se torna: o COMO?

    Uma primeira resposta para a SOLUÇÃO IMEDIATA do problema actual é: (1) deixar a iniciativa da nomeação de um novo Premeiro-Ministro ao cargo do PAIGC; aceitar o nome do Engo. Domingos Simões Pereira se for proposto pelo Partido; negociar com este e o Partido a futura forma de coabitação mais adequada e o Governo. (2) partindo da iniciativa do Presidente da República, nomear alguém da direçâo superior do PAIGC para o posto do novo Primeiro-Ministro. (3) ainda partindo da iniciativa do Presidente da República, criar um governo da iniciativa presidencial. 

    Destes três cenários possíveis eu aconselho o primeiro. Os outros dois são também os “déjà-vu”. 

    SOLUÇÕES A MÉDIO E A LONGO PRAZO: É efectivamente a parte constituindo nesta actual situação a tarefa para toda a elite e sobretudo intelectuais bissau-guineenses e seus verdadeiros amigos. Coloca-se a seguinte hipótese de trabalho: 

    Para acabarmos com os permanentes casos de perpetração dos actos de instabilidades político-civis e, político-militares na guiné-bissau, acabamos com os órgãos centrais, instituições e estruturas afins estruturantes do nosso aparelho de estado, produtores de “matchos” e de “matchondadi” pelos modos de funcionamento destes e pelas prorrogativas atribuindo aos seus titulares capacidades de decisões unipessoais!

    Guiando-se pela seguinte interrogação: 

    Como é que podemos, nós os bissau-guineenses, construir na Guiné-Bissau um modo de governação e o correspondente modo de escolha de governates (incluindo os funcionários públicos maiores), de tal forma que possamos, sem qualquer tipo de violência, 

    impedir a colocação nas estruturas de postos centrais e significativos do nosso aparelho de Estado, de cidadãos, que, por um ou outro acto já cometido, se terão revelado de poder vir serem ou de serem políticos (ou funcionários públicos maiores) maus, intriguistas (demais), irresponsáveis, incompetentes, ineficientes ou perigosos para o funcionamento equilibrado e eficaz de partes ou de todo o sistema?, ou;

    impor a demissão ou a destituição do mesmo sistema, dos governantes já encontrando-se em exercício das suas funções (mesmo aqueles tendo-se tornado amovíveis), logo que também esses se revelam serem dotados de atitudes e comportamentos políticos-cívicos tal como antes descritos?

    Este exercício tem que ser feito por nós mesmos bissau-guineenses. Pois o problema que temos não é simplesmente o de nivel pessoal. É antes de tudo, ao meu ver, estrutural. Estrutural mentalmente (individual e colectivamente; o nosso entendimento dominante da definição da política), estrutural, condicionalmente (as nossas condições de vida e de existência) e institucionalmente (forma de funcionamento dos órgãos, instituições e estruturas afins centrais do nosso Estado).

    Senão, do resto, estou muito triste. Muito, muito triste.

    Um abraço a todos vós meus e minhas compatriotas.

    Amizade.

    A. Keita 

  • PR JOMAV exonera secretário de estado da Ordem Pública

    O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, exonerou hoje o secretário de Estado da Ordem Pública, Francisco Malam Djata, segundo um decreto presidencial divulgado à imprensa «É o senhor Francisco Malam Djata exonerado de funções de secretário de Estado da Ordem Pública», lê-se no diploma. O decreto, que não avança as razões para a exoneração de Francisco Malam Djata [...]

    Read more

    Depois de duas semanas de grande turbulência, o programa do Governo de Carlos Correia acabou por passar na Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, mas os narcotraficantes latino-americanos tudo farão para que o Estado guineense continue fraco, pois só assim servirá os seus interesses. Com muita dificuldade, o PAIGC conseguiu substituir os deputados que não haviam inicialmente [...]

    Read more

    Quem Ganha e Quem Perde Nesta Crise de Surdos?

    “Atualmente, não sei como lograremos passar da palavra a ação, atendendo a esse lastimável teatro do poder”. Achille Mbembe   Quando procuramos observar com isenção a atual crise política guineense o sentimento que nos interpela é o de estarmos perante uma patética e acirrada disputa em que o principal objetivo é esmagar o adversário e, consequentemente manter [...]

    Read more

    Sistema Eleitoral, Justiça Eleitoral e os Desafios do Aprofundamento da Democracia

    Rui Jorge Semedo Sistema Eleitoral, Justiça Eleitoral e os Desafios do Aprofundamento da Democracia No âmbito da 3ª Sessão do ciclo de Conferências que marcou a comemoração do 30º aniversário do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), cRui Jorge Semedo, Mestre em Ciências Políticas, enquanto convidado prestou o seu contributo com o tema “Sistema eleitoral, justiça [...]

    Read more

    “(…) Arrependi-me de fazer esta enumeração de problemas porque o leitor da Guiné, depois de a ler, dirá logo ao primeiro amigo que tudo isso é desnecessário (se não disser qualquer nome feio) porque sempre se viveu sem se saber das condições de vida do preto e a Guiné progrediu sem isso e até porque desses inquéritos não resultará aumento de volume de negócios ou de riqueza [...]

    Read more

    A organização não governamental internacional Greenpeace” denunciou que mais de 90 (noventa) navios pescam ilegalmente nas águas territoriais da Guiné-Bissau. A denúncia consta no relatório sobre os trabalhos de fiscalização levados a cabo pelo navio da organização durante quatro dias nas águas territoriais da Guiné-Bissau, que foi apresentado ao Presidente da República, José [...]

    Read more

    UM GOVERNO DE CONSENSOS

    Dos resultados saídos das eleições, dos apelos da comunidade internacional e das vontades políticas internas, tendo como pano de fundo o espírito da inclusão, assim se formou o XXI governo da República da Guiné-Bissau empossado no passado dia 4 de Julho de 2014 pelo Presidente da República. Um governo liderado pelo Eng° Domingos Simões Pereira, Presidente do partido vencedor das [...]

    Read more

    A CAMINHO DA RECONCILIAÇÃO NACIONAL

    A comissão preparatória da conferência nacional “caminhos para paz e o desenvolvimento” realizou no sábado um retiro em Canchungo com o objectivo de identificar, elaborar, e ajustar as definições do conceito reconciliação e adaptá-lo de forma a preparar os passos que se seguirão. O Padre Domingos da Fonseca presidente da comissão preparatória da Conferencia Nacional Caminho para[...]

    Read more

    A presidente da Rede de Segurança e Paz para Mulheres no Espaço da CEDEAO (REMSICAO) apelou, hoje, segunda-feira, ao mundo, que pautem pela paz, porque só assim poderemos dialogar para resolver todas as questões e, consequentemente, obter a estabilidade e a paz. Elisa Pinto fez saber, numa entrevista alusiva a data, que a organização tem desenvolvido várias ações em prol das mulheres e[...]

    Read more

    O QUE FAZ CORRER JOMAV E DSP?

      “A nosso ver, a única alternativa à Paz é a própria Paz. Com a paz, e aqui destacamos o papel dos partidos políticos, da comunicação social, das confissões religiosas e de outras organizações da sociedade civil, com a paz sentimos a nossa irmandade a penetrar nas profundezas do âmago da nossa guinendade, do nosso sistema de valores. Com a paz galvanizamo-nos para desenvolver[...]

    Read more

    Veja mais artigos >>