• A SOLUÇÃO DA CRISE ESTÁ À MÃO DE SEMEAR

    31 mars 2017 | Editorial | Admin
  • «Kadda kusa ku si kumsada i ta tem si fim son si Deus ka misti ki kata kaba!» (Tudo o que começa acaba; só não acaba se Deus não quiser!) – José Carlos Schwarz músico guineense.

    A crise que se vive na Guiné-Bissau começou algures mas, para não esgravatar a história recente do PAIGC, Partido vencedor das últimas eleições gerais, vamos situar o ponto de partida na Assembleia Nacional Popular, concretamente, no acto da não aprovação do Programa (e Orçamento Geral) do primeiro Governo da Legislatura liderado por Domingos Simões Pereira, Presidente do partido maioritário no parlamento. O nascimento do Grupo dos 15 Deputados do PAIGC que, que alegadamente contra as instruções superiores partidárias VOTARAM ABSTENÇÃO ao Programa do Governo e a consequente penalização que sofreram abriu um novo capítulo na vida do Partido de Cabral. A demissão posterior do Governo pelo Presidente da República, em Julho de 2015, foi, efectivamente, a gota d’água que fez transbordar o copo, cok todas as consequências inerentes.

    Hoje em dia passados tantos meses sobre a fatídica data, depois de se terem sucedido CINCO Governos pelas mãos do Presidente da República; não obstante a intervenção de pessoas de boa vontade e de organizações diversas, internamente, e, a nível externo – aqui pode-se contar organizações sub-regionais e regionais, personalidades políticas diversas para finalizar nos apelos das Nações Unidas através da sua representação e do Conselho de Segurança – chega-se a esta simples constatação que, pelos vistos, tem vindo a ser negligenciada pelas partes desde início da crise: A SOLUÇÃO PASSA PELO DIALOGO INTERNO. A SOLUÇÃO DA CRISE ESTÁ NAS MÃOS DOS GUINEENSES, DELES DEPENDE EM ULTIMA INSTÂNCIA.

    O facto do célebre Acordo de Conakry (aqui deve-se abrir parênteses para louvar as iniciativas que levaram à sua opção como forma ideal de solucionar a crise) ter falhado por não satisfazer as partes envolvidas, deve ser razão bastante para que os que têm a “faca e o queijo nas mãos” pensem noutras saídas susceptíveis de conduzir ao desfecho da crise que, em abono da verdade, já dura tempo de mais. A leitura simples que se pode fazer da crise é que, dividiu a sociedade literalmente; está a emperrar o andamento do país, o seu relacionamento com organizações de desenvolvimento e países amigos e parceiros de longa data, e, gradualmente está a arrastá-lo a uma situação de incerteza quanto ao seu devir próximo. Daí que, já não há espaço para a continuidade da crise. Não! Se José Mário Vaz insiste na sua posição, cabe ao PAIGC, pela sua responsabilidade histórica e presente, buscar outra saída, CUSTE O QUE CUSTAR. Neste caso, a MELHOR SAÍDA é MUDAR ESTRATÉGIA de tratamento desta crise que começa pela REINTEGRAÇÃO DOS 15 SEM CONDIÇÕES. Esse gesto, por mais incrível que possa parecer, longe de fragilizar Domingos Simões Pereira, vai dar-lhe um outro estatuto e projectar uma nova imagem interna e externamente. Não significará a PERDA DE UMA GUERRA, nem tão pouco a perda de qualquer PRESTÍGIO. É bom pensar que, no horizonte, se perfila 2018, ano da realização da eleição legislativa e, por sinal ano da realização do Congresso do PAIGC, acto importante, procedimento indispensável para a sua participação no escrutínio.

    Não se deve negligenciar qualquer elemento, qualquer dirigente que à sua volta reúne um grupo significativo de camaradas, 40 por cento, sob pena de criar fissura difícil de colmatar. A situação que se vive é espelho dessa realidade. Se se observar bem a gestão e execução do poder político não será preciso fazer um grande exercício intelectual para responder a esta pequena questão: QUEM DETÉM O PODER REAL EM BISSAU?

    Respondida esta questão, chega-se à conclusão de que, diga-se o que se disser, DOMINGOS SIMÕES PEREIRA deve aceitar mudar a sua estratégia, redesenhar, redefinir as eventuais soluções que podem acabar de vez com a crise política. Resolvida a crise interna, negociar com José Mário Vaz não será tarefa difícil visto que certamente não interessa a este manter o braço-de-ferro com o PAIGC até as eleições devido, eventualmente, à sua intenção de recandidatura. Nesse caso, quanto maiores consensos tiver maior garantia terá de concretizar a sua REELEIÇÃO em 2019. Pelos vistos algum trabalho está em curso nesse sentido.

    KAMARADA DIMINGU TEM KU OSA! – confidenciou um “Camarada” do PAIGC.

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