• ANTONIO GUTERRES E O NOVO SECRETARIO-GERAL DA ONU

    6 octobre 2016 | Mundo | Admin
  • O Conselho de Segurança das Nações Unidas escolheu, esta quinta-feira, por unanimidade e aclamação o antigo primeiro-ministro português António Guterres como secretário-geral da organização.

    « O Conselho de Segurança recomenda à Assembleia-Geral que o senhor António Guterres seja designado como secretário-geral das Nações Unidas, entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021 », afirma a recomendação do órgão decisório da ONU, aprovada por aclamação.

    « O Conselho de Segurança recomenda à Assembleia-Geral que o senhor António Guterres seja designado como secretário-geral das Nações Unidas, entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de dezembro de 2021 », afirma a recomendação do órgão decisório da ONU, aprovada por aclamação.

    A decisão foi anunciada aos jornalistas pelo embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, que assume este mês a presidência rotativa do Conselho de Segurança.

    A resolução propõe o nome de Guterres para um mandato de cinco anos, com possibilidade de ser renovado. O documento segue agora para aprovação na Assembleia Geral da ONU, onde deverá ser votado já na próxima semana.

    O regulamento da ONU sugere uma votação à porta-fechada, mas isso não acontece desde 1971. O organismo tem optado por aprovar o nome do novo secretário-geral por aclamação.

    À entrada para o encontro, o embaixador do Reino Unido, Matthew Rycroft, disse que « a visão, autoridade moral e integridade de António Guterres destacaram-no como o melhor candidato num campo cheio ».

    « É uma pessoa que fala com toda a gente e que ouve toda a gente. Diz aquilo que pensa. É muito afável. Estou contente por recomendarmos Guterres », disse Vitaly Churkin. « Primeiro, tem credenciais muito boas junto das Nações Unidas. Foi Alto-Comissário para os Refugiados por 10 anos, viajou pelo mundo, viu alguns dos mais hediondos conflitos que existem », disse. Depois, acrescentou o diplomata russo, « é muito bom político, foi primeiro-ministro do seu país ».

    Vitaly Churkin adiantou ainda que, agora, « cabe ao Sr. Guterres decidir quem vai nomear para as posições seniores. Ao longo das discussões, expressamos o nosso interesse em estar melhor representados no secretariado. Não é segredo, já há bastante tempo que o pedimos. Mas não há acordos debaixo da mesa ».

    António Guterres ficou à frente e não recolheu nenhum veto na sexta votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, para eleger o próximo secretário-geral da organização.

    O candidato português recebeu 13 votos de encorajamento e dois sem opinião. De entre os membros permanentes (China, Rússia, França, Reino Unido e Estados Unidos) houve quatro votos de encorajamento e um sem opinião.

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    A embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU disse que os 15 países membros do Conselho de Segurança decidiram unir-se em volta de António Guterres devido às provas que deu na sua carreira e durante a campanha. « As pessoas queriam unir-se em volta de uma pessoa que impressionou ao longo de todo o processo e impressionou a vários níveis de serviço », disse Samantha Powell aos jornalistas.

    Vitória de Guterres em destaque na imprensa internacional

    O embaixador de França no Conselho de Segurança, François Delattre, declarou que a escolha de António Guterres é uma « boa notícia para as Nações Unidas ».

    Será um « secretário-geral muito forte e eficaz », afirmou o representante permanente do Reino Unido no Conselho de Segurança, Matthew Rycroft.

    António Guterres, de alto comissário a secretário-geral da ONU

    Depois de uma hora e meia de encontro, pela primeira vez na história da organização os 15 embaixadores dos países com assento no Conselho de Segurança vieram falar aos jornalistas para anunciar o nome do português. « Senhoras e senhores, estão a testemunhar uma cena histórica. Nunca foi feito desta forma. Este foi um processo de seleção muito importante », frisou o embaixador russo.

    Quinta-feira, pelas 15 horas (hora em Portugal continental), será realizada a votação formal que irá aclamar formalmente António Guterres como o nome desejado para suceder ao sul-coreano Ban Ki-moon.

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    Após a votação formal, o Conselho de Segurança fará a recomendação à Assembleia Geral, órgão ao qual compete ratificar a escolha (ou não, mas isso nunca aconteceu). Não se sabe ainda quando é que essa votação vai acontecer, mas, nessa altura, a Assembleia Geral deverá indicar a duração do mandato, que tem sido de cinco anos, mas nada obriga a que assim seja.

    Geralmente, o presidente do Conselho de Segurança informa o presidente da Assembleia Geral sobre a decisão tomada, que, por seu lado, informa os 193 Estados-membros da organização, que depois votará o nome proposto, à porta fechada. Chegado aí, António Guterres precisa apenas de uma maioria simples dos votos para ser eleito secretário-geral.

    António Guterres venceu as cinco primeiras votações para o cargo, que aconteceram a 21 de julho, 5 de agosto, 29 de agosto, 9 de setembro e 26 de setembro.ça.

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