• A distribuição das viaturas oferecidas pelo Reino de Marrocos, que foram distribuídas aos Senhores Digníssimos Deputados da Nação sob a batuta do Presidente da República NÃO FOI PACÍFICA. O critério da distribuição (conforme opiniões expressas publicamente) lesou uns e beneficiou outros, quando devia ser igualitária ou em função do arbítrio das formações políticas com assento parlamentar.

    É um HÁBITO guineense. Tudo o que se faz, em qualquer domínio, gera acesa polémica; bate boca aqui, bate boca ali, bate boca acolá… Enfim, muita discussão! Mas por quê? Por que é que o guineense está PER-MA-NEN-TE-MEN-TE IN-SA-TIS-FEI-TO. Por quê? Por que é que isso sucede a toda a hora?

    É normal que perante cada situação nova haja divergências de pontos de vista. É salutar. Mas, todavia, vistas na globalidade, as iniciativas, as acções destinadas aos cidadãos, ao país, deviam sempre, mas sempre, aproximar os guineenses, reunir consensos independentemente de quem estiver na sua origem uma vez que são de interesse e de utilidade pública.

    Mas, por quê a insatisfação permanente do guineense?

    Governo – NÃO SATISFAZ!

    Presidente da República – NÃO SATISFAZ!

    Actuação dos Partidos Políticos – NÃO SATISFAZ!

    Assembleia Nacional Popular – NÃO SATISFAZ!

    A resposta para muitos casos é simples: Os protagonistas dos eventos (tomada de decisões que mexem com a vida nacional; erros de procedimento na gestão da coisa pública; violação de leis) criam condições para tal. Tomam decisões UNILATERAIS, sem consultar, sem dar cavaco a ninguém… Os CONSELHEIROS ou são descaradamente postos de lado ou… estes, cansados de « pregar no deserto », limitam-se a aquiescer com todos as decisões tomadas, tudo o que se faz, sendo, por via disso, cúmplices voluntários…

    Resultado: ZERO, NADA SATISFAZ.

    As boas intenções ficam onde estão; rumores ganham proporções gigantescas; a instabilidade eterniza-se… a insegurança instala-se e, por isso, o Comandante-Supremo das Forças Armadas TEM MEDO DO POVO… O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas TEM MEDO DO POVO… Consequentemente, NÓS TODOS TEMOS MEDO até das nossas próprias sombras.

    Relativamente a questão das « viaturas parlamentares »: De que vale chorar pelo leite derramado? Obviamente que uns choram (os que alegadamente foram injustiçados) outros riem. As viaturas foram distribuídas aos deputados. Se foram oferecidas pelo Presidente da República… então justifica-se a distribuição segundo os critérios por ele definidos e aplicados. Se, as viaturas não foram oferecidas ao Presidente da República mas, simplesmente, assumiu um protagonismo que não devia assumir então falhou redondamente. O Presidente da República é um órgão de soberania tal como o é a Assembleia Nacional Popular. Nesse caso o que devia ter sido feito, se as viaturas deviam chegar a ANP por intermédio do Presidente da República, era, pura e simplesmente, uma cerimónia de entrega e não de distribuição. Caberia ao órgão beneficiário fazer a distribuição e, após a conclusão, reportar ao Presidente da República como foi feita e quem foram os beneficiados. Agora colocam-se várias questões: As viaturas são de função ou pertença de quem recebeu? Questionando de outra forma: As viaturas são dos Partidos ou dos deputados? Para cada legislatura serão comprados 102 carros para os deputados?

    QUIÇÁ se JOMAV for reeleito haverá outros tantos carros para distribuir aos Digníssimos deputados.

    Depois de TRÊS ANOS de um exaustivo trabalho parlamentar, que marcou a crise política e institucional, os representantes do povo tiveram o justo prémio. Não haja dúvida.

  • LABARÊMU (PRÉMIO)   Ultrapassados os escolhos que dificultavam o entendimento das partes desavindas envolvidas na crise engendrada com a demissão do primeiro governo da legislatura ora prorrogada, assiste-se a acertos aqui protagonizados pelos Partidos com assento parlamentar aqui e ali no quadro da distribuição e preenchimento de CARGOS DE RESPONSABILIDADE na administração [...]

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