• «DAMA COTCHE»: ARTISTA DE CHARME

    19 septembre 2015 | Cultura | Admin
  • DAMA COTCHE, nome artístico de Elitátia Cotchelita Pereira Cá, manteve uma entrevista com a GN durante a qual falou-se um pouco de tudo; os primeiros passos no mundo da música, os seus projetos e… a sua vida como artista e como jovem com muito caminho a percorrer pela vida fora…
    A artista da “nova geração” é autora e compositora. “Eu é que componho as minhas músicas. Começo pela melodia e depois faço a letra. Quando me vem a inspiração gravo no meu telemóvel…” Varia os temas das suas composições do amor à política; faz crítica social; critica os males da sociedade e releva os aspetos bons do dia-a-dia. Mas para o álbum que prepara conta com o apoio de Alficene Califo Baldé, um compositor cujas letras lhe agradam.
    Dama Cotche deu os primeiros passos no mundo da música ainda criança, fazendo “play back”. Participou no festival organizado pela Secretaria de Estado da Cultura em 2008. Não esteve no festival de Bubaque este ano devido a doença do seu pai.
    Como não podia conciliar a intensidade das aulas na universidade com atividades musicais, teve que dar prioridade à formação. “Hoje não me arrependo dessa decisão porque sou licenciada em Direito pela Universidade Colinas de Boé”, afirma a artista que garante que, agora que já cumpriu o seu grande objetivo, vai dedicar-se à música plenamente porque tem como meta a produção do seu primeiro álbum discográfico. Depois, se tudo der certo, o caminho a andar é longo e ela deseja ir o mais longe possível.
    Instada a a apontar uma data indicativa Dama Cotche garante que “em breve vai iniciar os trabalhos com o seu Manager Tozi Barbosa.” Mas a artista com voz triste revela que falta-lhe meios financeiros sublinhando que “ainda não tenho patrocinador” mas não a desanima pois acredita e tem fé em Deus, que vai atingir esse objetivo.
    Começou a cantar a sério no Grupo musical de Mindará, “OS Bravos”, onde se afirmou como uma das melhores vozes. Por incompatibilidade com alguns procedimentos e comportamentos internos abandonou “Os Bravos” optando por cantar a solo. E deu resultado.
    “As pessoas gostam das minhas músicas”, afirma Dama Cotche, que canta Rap, N’gumbé, Tina entre outros géneros. O essencial para a artista é cantar para aqueles que define como “meu público”. Gosta de estar no palco e não se sente inibida, “simplesmente à vontade”; sem ser uma dançaria excepcional diz que “dança e move-se bem”.
    Instada a caracterizar-se Dama Cotche afirma: “sou simples. Ser famosa não me faz especial e nem diferente das outras pessoas.” Mas, reconhece que gozar da fama “apesar de agradável, chega a incomodar porque tira-nos a privacidade.”
    Apesar de jovem, critica a forma errada de vestir de muitos e a forma como estão na sociedade. No que toca a “namorados” ela garante que “só tenho um, que acho que é o meu par ideal!”
    Para ser artista isto é para que o seu pai a deixasse cantar foi preciso que o seu tio Nhama, que também é músico, interviesse a seu favor. Hoje não há problema e toda a família apoia a cantora.
    Dama Cotche quer ir longe na música por isso dá-se bem com todos os artistas. Para ela não deve haver rivalidade entre artistas mais velhos e os da nova geração porque individualmente cada um tem o seu lugar.
    O título de doutora, jurista, a carreira profissional pela qual vier a optar  não vai complicar a vida artística? Dama Cotche brinda-nos com um brilhante sorriso e responde simplesmente: “NÃO! A música alivia-me. A música completa-me. Não posso passar um dia sem cantar!” E completa: “De qualquer maneira na devida altura saberei o que fazer!” Risos!!!

    Humberto Monteiro

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