• O mundo é constituído de Homens excepcionais em todos os domínios; podem ser bons assim como maus em certas especialidades. É imprescindível que o homem que aspira a exercer funções de liderança nas instituições públicas, imperativamente, abdique do valor egocêntrico.

    O diálogo é a única riqueza de um verdadeiro partido político, porque, dialogando é que os homens conseguem excluir qualquer possibilidade de serem governados pelo ego. Numa sociedade como a nossa, que já conheceu e que vive em instabilidades constantes, pensamos que os homens deveriam deixar de lado os seus interesses primários (o Poder), para dar lugar aos interesses da colectividade (o bem-estar social do povo) porque o povo já nem sabe o que fazer das asneiras dos intelectuais egocêntricos da nossa classe política.

    O líder africano que criou o Partido do povo (PAIGC) dizia assim: “O nosso povo africano sabe muito bem que a serpente pode mudar de pele, mas é sempre uma serpente.” Será que o PAIGC tornou-se numa serpente graças ao concurso do egocentrismo, ou o Cabralismo é que mudou de cor?

    Os erros que caracterizam o funcionamento do PAIGC afectam consideravelmente a vida social e política da Guiné-Bissau, sem contar com o descrédito que tudo isso causa à imagem do país e à sua credibilidade internacional.

    O conflito descabido, entre o Presidente da República e o Presidente do PAIGC, é completamente desnecessário. A génese dessa guerra o egocentrismo que se vive neste partido há muitos anos.

    Não podemos ignorar que o PAIGC enquanto partido é um laboratório da desgraça nacional que produz golpes e contragolpes. Mas a minha questão É: Porque é que toda esta capacidade em fabricar golpes e contragolpes não é posta em função do desenvolvimento do bem-estar social e política da Guiné-Bissau? A asneira e o egocentrismo que primam sobre a vontade de entendimento nos últimos tempos no partido consomem uma energia intelectual considerável fazendo com que ninguém consiga tirar proveito das suas capacidades reais e nem coloca-las devidamente ao serviço do povo e do país.

    Este povo que não dispõem de recursos intelectuais necessários para se defender das aldrabices dos intelectuais mal-intencionados, é como um indivíduo julgado, que aguarda a sentença condenatória. Políticos sem preparação, intelectuais silenciosos que não emitem opiniões, que não dão provas da sua valia, que vivem ao sabor de vontades políticas manipulados por gente sem escrúpulo, são condenados a viver obcecados pelo incentivo imoral que é chegar ao poder custe o que custar.

    “Há pessoas que amam o poder, e outras que têm o poder de amar” disse Bob Marley. Um grande pensador da política, Max Weber, faz diferença entre os homens que vivem pela política e os homens que vivem da política. Ele explica que aquele que vive pela política, para ele a política tem valor inestimável, faz dele o projeto da sua vida, que lhe dá a vontade de viver e de lutar por uma causa; é por esta causa que todo o homem sério vive. Ele é o verdadeiro político que pode deixar de lado o seu ego e meter a sua capacidade e seu carisma ao serviço dos outros. Aquele que vive da política, não conhece o valor nem a causa; ele está na política por causa dos benefícios do poder, a saber: o enriquecimento pessoal, que implica a total afirmação do egocentrismo para poder atingir o seu objectivo primário – poder do dinheiro.

    O país está em ruínas e o povo inquieto; a comunidade internacional está farta das quezílias sem fim; doutra parte, os intelectuais egocêntricos bloquearam o país numa guerra sem nexo animados pela ambição de viver do poder, poder que não lhes pertence, porque, na democracia, o poder é do povo, que confia-o a quem quiser, quando quiser, através de um processo universalmente aceite chamado “jogo democrático”.

    Os nossos políticos deviam colocar de lado o ego para se aplicarem ao trabalho do desenvolvimento do país. O povo está a espera de uma verdadeira guerra contra a pobreza e que a vitória final seja gloriosa e que beneficie todos, sem excepção e sem qualquer distinção da cor, raça, etnia ou credo religioso.

    Um bom dirigente é aquele que sabe que, ser um bom político não é difícil basta saber respeitar a vontade do povo e criar os mecanismos necessários para defender os seus interesses sem egocentrismo, mas com grande carisma.

    Para concluir queria, muito respeitosamente, aconselhar o Presidente da República e o presidente do PAIGC a privilegiarem o diálogo; que o bom senso prevaleça; que deixem  pelo caminho o egocentrismo porque o Homem que detém o Poder deve ser moderado, muito moderado.

    Adulai INDJAI

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