• GUINEENSES NAS RUAS DE BISSAU CONTRA JOSÉ MÁRIO VAZ

    31 mars 2017 | Sociedade | Admin
  • Manifestantes exigiram, este sábado (25.03), na Guiné-Bissau, a demissão do Presidente da República. Segundo os movimentos sociais, José Mário Vaz é o principal responsável pela crise que se arrasta no país.

    Centenas de pessoas foram às ruas da capital guineense, Bissau, no sábado (25 de março), para exigir a renúncia do Presidente José Mário Vaz. A manifestação pacífica foi organizada pelo Movimento Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI), formado por várias organizações da sociedade civil.

    As forças de segurança tentaram impedir o acesso dos manifestantes ao centro da capital, com objetivo de evitar que o protesto chegasse ao palácio presidencial.

    Segundo informações da agência de notícias Lusa, as autoridades colocaram uma plataforma móvel na Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria, a cerca de 250 metros da Praça Império, onde se situa o palácio presidencial, bem como a sede do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

    Com cartolinas vermelhas, simbolizando um “cartão vermelho” mostrado ao chefe de Estado, e palavras de ordem como “rua, rua”, “Jomav rua, Jomav fora” (usando o nome pelo qual o Presidente é conhecido) e “viva a liberdade”, os cidadãos permaneceram junto à barreira formada pelas forças de segurança.

    Para os manifestantes, é o chefe de Estado o responsável pela persistência da crise política que se arrasta há mais de um ano e meio em Bissau.

    Cidadãos insatisfeitos

    Na marcha participaram guineenses de diversas faixas-etárias, inconformados com a situação política do país. A enfermeira Clotilde Fy, de 60 anos, voltou para a Guiné-Bissau após passar dois anos em Portugal. Agora, desempregada, está se diz insatisfeita com a vida no seu país.

    “Fica pior a cada dia. Não sei como é que uma pessoa faz. Deixei tudo para trás em Portugal para voltar para a minha terra. E agora esta situação catastrófica”, disse a enfermeira ao correspondente da DW, Adrian Kriesch.

    Tony Goia, um dos dirigentes do MCCI, em entrevista à Lusa, defendeu a demissão de José Mário Vaz e a entrega da gestão da Guiné-Bissau às Nações Unidas por no mínimo 10 anos. Goia também enalteceu a “coragem crescente dos jovens” guineenses e apelou-os a participarem mais em “ações de protesto democrático”. Segundo ele, é possível “mudar o paradigma deste país”.

    Apesar do bloqueio ao acesso dos cidadãos ao palácio presidencial, o presidente do MCCI, Sana Canté, avaliou que a marcha de hoje decorreu de forma pacífica e assim vai continuar até que José Mário Vaz deixe o cargo.

    Governo vai até o fim?

    O Presidente da República encontrava-se fora de Bissau, numa visita de trabalho ao sul do país. Um dos 15 dissidentes do PAIGC, que foram alegadamente expulsos do Parlamento da Guiné-Bissau, Braima Camará, falou à DW África. Ele defendeu o Governo de José Mário Vaz.

    “Ele [o Presidente José Mário Vaz] é um homem que ama o seu país e seus compatriotas. O comboio está a rolar e nenhum poder na terra pode pará-lo. Este Governo vai governar até o fim”, afirmou.

    O porta-voz do PAIGC, João Bernado Vieira, é de opinião contrária. “A única possibilidade de sair deste caos, é deixar a voz do povo da Guiné-Bissau ser ouvida. Precisamos de eleições antecipadas. Essa seria a solução”, afirmou à DW.

    Crise em Bissau

    Há mais de um ano e meio que o Parlamento guineense não funciona devido às divergências entre os dois principais partidos políticos do país, o PAIGC e o Partido da Renovação Social (PRS). O atual chefe de Estado guineense foi eleito Presidente em 2014 para um mandato de cinco anos e desde então já nomeou cinco governos.

    Esta semana, o presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, apelou aos parceiros. Em reunião com os representantes do chamado P5 – que envolve a ONU, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a União Europeia, Cassamá apresentou uma proposta elaborada por si para a saída da crise.

    A proposta de Cipriano Cassamá passa, essencialmente, pela formação de um novo Governo que incluísse os cinco partidos com assento no Parlamento. O novo governo seria liderado, então, pelo PAIGC, vencedor das últimas eleições legislativas, mas que tem sido impedido de governar devido às divergências com o chefe de Estado.

  • Crime organizado ganha força nas ilhas da Guiné-Bissau

    Quando lhe apontaram uma pistola, Armando Nhaga virou costas e fugiu da pista de aviação da ilha de Bubaque, Guiné-Bissau, onde trabalha como guarda. Armando, 60 anos, testemunhou ao longo da última década a aterragem de voos clandestinos que se suspeita estarem ligados ao tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa. "Na hora em que chegavam diziam-me: 'sai'. E eu saía. Não [...]

    Read more

    UM GOVERNO DE CONSENSOS

    Dos resultados saídos das eleições, dos apelos da comunidade internacional e das vontades políticas internas, tendo como pano de fundo o espírito da inclusão, assim se formou o XXI governo da República da Guiné-Bissau empossado no passado dia 4 de Julho de 2014 pelo Presidente da República. Um governo liderado pelo Eng° Domingos Simões Pereira, Presidente do partido vencedor das [...]

    Read more

      O coordenador nacional dos Assuntos dos peregrinos admitiu, hoje, em Bissau, a culpa em nome do Alto comissariado para Peregrinação aos lugares Sagrados do Islão pela não participação dos muçulmanos guineenses no cumprimento do quinto pilar do islão. O pedido de desculpas aos que não conseguiram deslocar-se à Meca foi feito publicamente em conferência de imprensa. Dino [...]

    Read more

    “(…) Arrependi-me de fazer esta enumeração de problemas porque o leitor da Guiné, depois de a ler, dirá logo ao primeiro amigo que tudo isso é desnecessário (se não disser qualquer nome feio) porque sempre se viveu sem se saber das condições de vida do preto e a Guiné progrediu sem isso e até porque desses inquéritos não resultará aumento de volume de negócios ou de riqueza [...]

    Read more

    O Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) prometeu, hoje, avançar, no dia 20 do corrente mês, com um pré-aviso de greve no sector do ensino por alegado não cumprimento pelo governo do memorando de entendimento assinado entre as partes. Em entrevista concedida ao Gazeta de Notícias, o vice-presidente daquela organização sindical, Eusébio Có acusou o executivo, na pessoa da [...]

    Read more

    Governo inviabiliza marcha dos professores

    Segundo Laureano Pereira, estes tipos de atitudes não são correctos, porque são uma violação aos direitos humanos, a liberdade de expressão, a liberdade de opinião e de manifestação dos professores. Afirmou que no quadro da preparação da marcha pacífica, entregou, na última segunda-feira, uma nota ao ministério do Interior e ao presidente da Câmara Municipal de Bissau, com vista [...]

    Read more

    GOVERNO PREVÊ ATINGIR 21 MEGA WATTS ATÉ FINAL DESTE ANO

    O governo decidiu aumentar a produção energética para Bissau de sete pata 17 megawatts, anunciou quarta-feira numa conferencia de imprensa, o ministro da Energia e Industria, Florentino Mendes Pereira. Mendes Pereira falava apos a assinatura de um contrato para o efeito com a empresa de fornecimento de energia denominada Aggreko PLC. Segundo o ministro, com a reparação de um grupo de [...]

    Read more

    Depois da crise política e institucional fazer o quê?

    Carlos Correia é o nome indicado pelo presidente do PAIGC, com aprovação do Bureau Político, como “candidato alternativo ao cargo de Primeiro-Ministro” (número 2 do artigo 40 dos estatutos do PAIGC). O Presidente da República, deu anuência e, a Guiné-Bissau tem um novo Primeiro-Ministro. Desta feita, um HOMI GARANDI, competente, experiente, de poucas palavras. PAIGC está de [...]

    Read more

    GUINEENSES NAS RUAS DE BISSAU CONTRA JOSÉ MÁRIO VAZ

    Manifestantes exigiram, este sábado (25.03), na Guiné-Bissau, a demissão do Presidente da República. Segundo os movimentos sociais, José Mário Vaz é o principal responsável pela crise que se arrasta no país. Centenas de pessoas foram às ruas da capital guineense, Bissau, no sábado (25 de março), para exigir a renúncia do Presidente José Mário Vaz. A manifestação pacífica foi [...]

    Read more

    Em resposta ao apelo das organizações da sociedade civil guineense agrupadas na Aliança Nacional para Paz e Democracia que decidiu avançar para desobediência civil a nível nacional, hoje, o Sindicato  dos Motoristas e Rodoviários da Guiné-Bissau (SMR) revelou que não vai aderir à iniciativa, por considerar os atuais acontecimentos no país de cunho político e que devem ser resolvidos [...]

    Read more

    Veja mais artigos >>