• Há Chantagem emocional para colocar o povo contra JOMAV?

    15 août 2015 | Politica | Admin
  • Não é por acaso que o Presidente da República, José Mário Vaz, não marcou presença, quando devia presidir o acto da celebração da efeméride do 3 de Agosto e a cerimônia de entrega das obras de requalificação da Praça dos Mártires de Pindjiguiti que veio a ser, presidido pelo presidente da ANP, Cipriano Cassamá, que no seu discurso se preocupou em tecer elogios ao governo e trazer a público o telefonema particular com  Engenheiro Carlos Correia, alto dirigente do PAIGC ao invés de se focalizar no acto central.

    Como ilustre convidado à cerimônia, o Combatente da Liberdade da Pátria e ex-presidente cabo-verdiano Pedro Verona Pires chegou ao país na noite que antecedia a cerimônia da entrega das obras de requalificação da praça. Nas primeiras horas do dia D recebeu informações sobre JOMAV de modo que não teve tempo para digerir as informações porque tinha que discursar dentro de horas.

    Durante o acto foram proferidos diferentes discursos mas com a maioria à dar ênfase ao aspecto político em detrimento ao carácter social da data como foi o caso do ministro da Função Pública, Admiro Nelson Belo, que anunciou, para este ano, o reajuste salarial ansiosamente esperado pelos funcionários públicos guineenses.

    Mas os mais fortes dentre os discursos proferidos naquele dia foram, francamente, os do presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), Adriano Ferreira (Atchutchi) e do ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Verona Pires, que nos seus dizeres prenunciavam a predisposição de JOMAV em “derrubar o governo”, segundo veio a anunciar o próprio presidente da ANP, Cipriano Cassamá dias depois perante os deputados e toda a nação guineense.

    Mas onde estão os homens do Estado? Pergunto, porque o presidente da ANP não demonstrou nenhuma noção do segredo de Estado, isto para um responsável político que pretende um dia vir assumir a dianteira deste país.

    Doutro modo, pergunto: porque é que Cipriano Cassamá disse publicamente no salão da Assembleia Nacional Popular que falou ao Presidente da República e que este lhe demonstrou a sua intenção em derrubar o governo se bem que foi uma conversa intrainstitucional sobre um assunto que devia ser tratado sob a capa de segredo de Estado?

    Bom, voltando aos discursos do 3 de Agosto, era como se o presidente da CMB soubesse que o seu discurso viria a provocar a reação do Presidente da República. Na verdade a química entre os discursos de Atchutchi e Pedro Pires e o temperamento de José Mário Vaz surtiu efeito indesejável para o país.

    “Temos que nos reconciliar com este povo porque temos estado a prestar maus serviços aos guineenses através das disputas políticas que não nos levam a lado nenhum se não nos satisfazermos à nós próprios”, disse Adriano Ferreira no seu discurso de 3 de Agosto sem mencionar o nome do responsável político ao qual se referia, numa altura em que todos marcaram presença menos o Presidente da República.

    Por sua vez o comandante Pedro Pires disse estar confiante de que com a nova liderança de Domingos Simões Pereira e o presidente da Assembleia Nacional Popular a Guiné-Bissau o país vai mudar. “Esta é uma nova geração que não está envolvida em muitas “sakalatas” que o presidente da CMB disse”, afirmou o comandante Pedro Pires adiantando que é uma oportunidade para o povo da Guiné-Bissau ter uma liderança jovem competente com formação e comprometida com o país, porque há duas coisas, uma é sermos comprometidos com a nossa própria pessoa, onde só os nossos assuntos de hoje nos interessam.

    Pedro Pires elogiou todos, o governo, a ANP e o povo, deixando de fora a Presidência da República que esteve representado por alguns dos seus conselheiros mas nem por isso foram mencionados. O mais evidente de tudo foi o fecho do discurso de Pedro Pires que foi conclusivo na sua afirmação de que o povo da Guiné-Bissau sempre respondeu corretamente nas urnas mas os seus eleitos é que nunca souberam corresponder com as expectativas.

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