• A Guiné-Bissau aspira uma vida simples e segura, uma governação baseada no pragmatismo, porque o contexto político e social da nossa Pátria amada se encontra muito complicado o que mergulhando os cidadãos num desespero difícil de descrever.

    A classe política em si, não constitui um povo. É ele que ordena e coordena o quadro governativo, que proporciona o bom convívio entre o povo e o resto do mundo, mas não é um povo apesar da sua grande responsabilidade. Todavia, para  haver uma boa governação, é necessário haver uma boa reforma nos sectores chaves da vida social e política do país.  É disso que a nossa Pátria amada necessita, uma reforma geral em todos os sectores.

    Ora, a reforma não é um acto simplesmente destinado a abrilhantar uma governação, é um projeto que começa no seio de um grupo, um partido político, que aspira governar. Tal como o PAIGC. Embora nunca conseguiu se reformar, porque reformar não significa apenas  mudança de indivíduos, nem de chefes; a reforma de um partido é um trabalho importante que lhe garante a durabilidade necessária no exercício do poder político com base em coordenação clara orientada por uma ideologia política consistente.

    Um Partido político, é a união de homens que se reconhecem na mesma doutrina política. O partido é uma organização, não um clube de amigos, porque o primeiro elemento de um partido político é a sua definição ideológica; todo o partido político é a imagem da sua ordem ideológica. Nos países ocidentais, essas ordens ideológicas verificam-se, através de campos políticos (direita, centro e esquerda), a minha questão é: Qual é a ideologia política do PAIGC?

    A única resposta, a mais plausível é INDEFINIDA. O envelhecimento marca o Partido de Cabralque se recusa renovar a sua forma e maneira de pensar. Basta ver os sucessivos governos do PAIGC, para ver que há um grupo de pessoas que já integraram os sucessivos governos, apesar de anteriormente terem ocupado postos de responsabilidade no país. Esses indivíduos que no passado deram provas das suas incapacidade, o que é que podem oferecer hoje? Nada!

    A guerra das cadeiras que se vive entre o Presidente da República e o primeiro ministro, reflete à ideologia do PAIGC (Guerrinhas Mesquinhas). Mais uma vez, a velha a ideologia do clientelismo do PAIGC é que ganhou sobre a vontade de reformar e oferecer uma vida condigna aos Guineenses. Deve-se dizer Obrigado PAIGC? Ou dizer basta a essas práticas?

    Quando é que este povo, será tratado como deve ser?

    Alguns pensam: “se temos que mandar, então vamos mandar, mesmo que não saibamos mandar nada, só para fingir, que toda a gente manda. Isso é asneira.” Ernesto Dabo.

    Tenho um imenso orgulho no PAIGC, enquanto partido libertador. Mas sinto uma fúria imensa contra ti, enquanto organização que traiu muitas expectativas da nossa Pátria amada. O tempo é um médico sem diploma, que possui conhecimentos que podem curar as promessas infundadas dos políticos. Posso até afirmar que antipatizo com o vocábulo “benefício de dúvida” mas não tenho outra alternativa a não ser acordar-te o beneficio de dúvida, porque o nosso generoso povo te concede esse importante benefício.

    Numa democracia, o factor tempo não é um beneficio, nem um luxo, mas um ponto de pressão que tanto pode ser positivo, assim como desastroso. Um político prevenido sabe, antecipadamente, que os resultados reais da ação política que o distancia da política real, é um elemento primordial para o sucesso do seu mandato. Um politiqueiro, que procura resultados com base na teoria da política real que se resume em aceitar as ordens do mercado globalizado e o clientelismo amigável, terá um resultado desastroso. Aquele que escolher o caminho da reforma e dos resultados reais tendo em conta o desespero do povo marcará a história – uma das maiores recompensas do exercício  político (entrar na história).

    Na nossa pátria amada, nos últimos anos, tudo é traficado; a esperança, a influencia, a droga, as armas, as florestas, as faunas, as crianças… Em resumo, o desalinho é total. O saneamento ideológico de que o nosso povo sofreu nos últimos anos, é feito por frouxos e medrosos, a partir de uma organização mafiosa e cruel ao longo dos últimos anos.

    A minha reflexão baseia-se numa única questão: O que é que o PAIGC fará para restaurar a ideologia política que fez o nosso povo respeitá-lo? O nosso povo tem uma ideologia política. Como é que podemos definir a ideologia política de um povo particularmente cosmopolita como o nosso? É simples.  A ideologia do nosso povo assenta na harmonia e solidariedade entre as diferentes etnias que constituem o mosaico populacional da Guiné-Bissau,. Demonstrou-o durante os anos 11 da luta de libertação nacional para poder possuir uma identidade política e dispor de uma ideologia política, porque sem essa ideologia não conseguiríamos vencer os colonialistas portugueses. Sim, o povo da Guiné-Bissau existe, o que nos falta é o respeito à nossa existência.

    A existência do nosso povo foi complicada desde o dia em que confiou a sua vida, o seu futuro, aos seus irmãos de sangue. Na realidade os primeiros passos do PAIGC foi exemplar conforme reza história. Mas, nos anos 1980, o PAIGC transmutou-se  passando de partido do povo, para partido de amigos, o resultado todos nós conhecemos. A nossa Pátria amada transmutou-se em Estado de Caos.

    O vazio ideológico, em que se encontra a Pátria de Cabral resume pura simplesmente a difícil tarefa que o PAIGC terá que encarar ao longo dos anos vindouros. A reorganização de uma estrutura político-governativa é uma tarefa enorme que carece de tempo e que vai ter um custo muito elevado para nossa pobre nação, que se encontra de novo mergulhado na incerteza total.

    O país está em desacordo com o mundo moderno, que está  em permanente mutação. 

    O nosso país necessita de reforma, mas com um governo capaz, competente, que tenha coragem de fazer as reformas que se impõem. 

    “Nha pubis, hora de sabura ka tchiga inda!” (Meu povo, a hora da felicidade ainda não chegou.” Paciência. 

    Adulai INDJAI

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